segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Diferença de culto (latria, dulia e hiperdulia).

Alguns protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria". Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar". No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém. A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim. "Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10) "Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2). Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas. A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática. A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto: 1. culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar - É o culto reservado a Deus 2. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar. 3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração. A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc. O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus. O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus. Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus. Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma. A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um. Os atos exteriores - como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria. Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19). A objeção protestante, dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

Maria, explicação de Deus - Por Chiara Lubich

Uma mãe não deixa de amar o filho porque ele é mau, não deixa de esperá-lo se está longe, nada mais deseja senão reencontrá-lo, perdoá-lo, abraçá-lo, porque o amor de uma mãe é todo revestido de misericórdia. O amor de mãe é algo que está sempre acima de qualquer situação difícil ou condição dolorosa em que se encontre o filho. É um amor que jamais esmorece diante das borrascas morais, ideológicas ou de qualquer outro tipo, que possa envolver o filho. O seu amor, pois que está acima de tudo, tudo quer cobrir, esconder. Se ela vê o filho em perigo não hesita em arriscar seja o que for; não titubeia em jogar-se sob um trem, se o filho está para ser atropelado, ou nas ondas do mar, se corre o risco de afogar-se. Porque o amor de mãe, por sua própria natureza, é mais forte do que a morte. Noticiou-se que uma mãe se jogou da sacada do seu apartamento na tentativa de salvar seu filhinho que lhe escapara dos braços: um ato inútil e desesperado, mas que demonstra o quanto é grande o amor materno. Pois bem, se isto acontece com as mães desta terra, pode-se muito bem imaginar o que é Maria, Mãe humano-divina do Menino que era Deus, e Mãe espiritual de todos nós! Maria é a mãe por excelência, o protótipo da maternidade, portanto do amor humano. Mas, já que Deus é o Amor, ela se nos mostra como a “explicação” de Deus, o livro aberto que explica Deus. O amor em Deus foi tão grande a ponto de morrer por nós com a morte mais cruel. E isto para nos salvar: justamente como o motivo do amor da mãe é o bem do filho. Maria, por ser mãe divina, é a criatura que mais copia Deus e mais nô-lo mostra. Nós devemos reavivar a fé no amor de Maria para conosco, devemos acreditar que ela nos quer bem desse modo. E imita-la, porque é o modelo de todo cristão e o caminho direto que conduz a Deus.

LUTERO ERA DEVOTO DE NOSSA SENHORA.

A IGREJA PROTESTANTE AINDA CONTINUOU DEVOTA DE NOSSA SENHORA POR TRINTA ANOS DEPOIS DA MORTE DE LUTERO. Lutero dizia sobre a Imaculada Conceição de Maria: “É uma doce e piedosa crença esta que diz que a alma de Maria não possuía pecado original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deus uma alma pura. Assim, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado” Fonte: Lutero, Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de 1527 Lutero considerava Maria como Mãe dos cristãos: “Esta é a consolação e a transbordante bondade de Deus, que Maria seja sua verdadeira mãe, Cristo seu irmão, Deus seu Pai… Se acreditares assim, então estás de verdade no seio da Virgem Maria e és seu querido filho”. Lutero, Kirchenpostille, ed. Weimar, 10.1, p. 546. Lutero considerava Maria como Mãe de Deus: “Por isso em uma palavra compendia-se toda a sua honra: quando se a chama mãe de Deus, ninguém pode dizer dela maior louvor. E é preciso meditar em nosso coração o que significa ser mãe de Deus”. Lutero, Comentário ao Magnificat, de 1521, [FiM95], pg.1121.Sermão, 1522:WA 7,572 Lutero e Ulrich Zwinglio consideravam Maria sempre Virgem: “Virgem antes, no, e depois do parto, que está grávida e dá à luz. Este artigo (da fé) é milagre divino”. Lutero, já no fim de sua vida: [FiM95], pg.1122 Sermão Natal 1540: WA 49,182 “Ele, Cristo, nosso Salvador, era o fruto real e natural do ventre virginal de Maria … Isto aconteceu sem a participação de qualquer homem e ela permaneceu virgem mesmo depois disso” Lutero, “Sermões sobre João”, cap. 1 a 4, 1537-39 dC “Creio firmemente que Maria, conforme as palavras do Evangelho que afirmam que de uma Virgem nos nasceria o Filho de Deus, permaneceu sempre pura e intacta Virgem durante e depois do nascimento de seu Filho” Ulrich Zwinglio, citado em “Corpus Reformatorum” v.1, p.424 Lutero ensinava a intercessão de Maria e dos santos: “Ninguém nunca se esqueça de invocar a Virgem e os santos, pois eles podem interceder por nós”. Lutero, Prep. ad mortem Lutero venera a Virgem Maria, enaltecendo-a: “Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade”. Lutero, Comentário ao Magnificat “Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste.” Lutero, Deutsche Schriften, 14, 250 “Maria é a maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo… Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente.” Lutero, Sermão do Natal de 1531 Calvino também era devoto de Maria, a Mãe de Deus: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus”. Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang., 20 “Maria é digna de suprema honra na maior medida.” Fonte: art. IX da Apologia da Confissão de fé de Augsburg Documento muito importante do Luteranismo “Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Temos o direito de examinar tais fatos. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica (Fonte: Manifesto de Dresden 05/1982). No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma.” Fonte: “Manifesto de Dresden” Maio/1982,Teólogos Luteranos Alemães Mais alguns comentários do próprio Lutero que jamais abandonou Maria até o fim de sua vida. (Martinho Lutero - Comentário do Magníficat). “Cristo era o único filho de Maria. Das entranhas de Maria, nenhuma criança além dEle. Os ‘irmãos’ significam realmente ‘primos’ aqui: a Sagrada Escritura e os judeus sempre chamaram os primos de ‘irmãos’.” (Martinho Lutero, Sermões sobre João 1-4, 1534-39) “Cristo, nosso Salvador, foi o fruto real e natural do ventre virginal de Maria. Isto se deu sem a cooperação de um homem, permanecendo virgem depois do parto.” (Martinho Lutero, idem.) “Deus diz: ‘o filho de Maria é meu Filho somente.’ Desta forma, Maria é a Mãe de Deus.” (Martinho Lutero, Ibidem) “Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria, e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc. Para o Deus e para o Homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos… Mesmo que tenha duas naturezas.” (Martinho Lutero, “Nos Conselhos e na Igreja”, em 1539) “É cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Para que fosse cheia pela graça de Deus com tudo de bom e para fazê-la vitoriosa sobre o diabo.” (Martinho Lutero, Livro Pessoal de Oração, 1522) A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano.” (Martinho Lutero, Sermão em 1º de setembro de 1522.) “Maria é a mulher mais elevada e a pedra preciosa mais nobre no Cristianismo depois de Cristo… Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o bastante. Contudo, a honra e os louvores devem ser dados de tal forma que não ferem a Cristo nem às Escrituras.” (Martinho Lutero, Sermão na Festa da Visitação em 1537.) “Nenhuma mulher é como tu! És mais que Eva ou Sara, sobretudo, pela nobreza, bem-aventurança, sabedoria e santidade!” (Martinho Lutero, Sermão na Festa da Visitação em 1537.) “Devemos honrar Maria como ela mesma desejou e expressou no Magnificat. Louvou a Deus por suas obras. Como, então, podemos nós a exaltá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra a Deus, louvor à graça de Deus. Maria não é nada para si mesma, mas para a causa de Cristo. Maria não deseja com isso que nós a contemplemos, mas, através dela, Deus.” (Martinho Lutero, Explicação do Magnificat, em 1521.) Lutero vai além: dá à Bem-Aventurada Virgem Exaltada a posição de “Mãe Espiritual” para os cristãos. “É a consolação e a bondade superabundante de Deus, o homem pode exultar por tal tesouro: Maria é sua verdadeira mãe, Jesus é seu irmão, Deus é seu Pai.” (Martinho Lutero, Sermão de Natal de 1522.) “Maria é a Mãe de Jesus e a Mãe de todos nós, embora fosse só Cristo quem repousou no colo dela… Se ele é nosso, deveríamos estar na situação dele; lá onde ele está, nós também devemos estar e tudo aquilo que ele tem deveria ser nosso. Portanto, a mãe dele também é nossa mãe..” (Martinho Lutero, Sermão de Natal de 1529.) LUTERO SOBRE CRUCIFIXOS, IMAGENS E O SINAL DA CRUZ CRUCIFIXOS O costume de segurar um crucifixo diante de uma pessoa que esteja morrendo tem mantido muitos na comunidade Cristã e permitiu-lhes morrer com uma Fé confiante no Cristo crucificado. (Sermão sobre João, Capítulos 1-4, 1539; LW, Vol. XXII, 147) Foi uma prática boa segurar um crucifixo de madeira diante dos olhos dos moribundos ou pressionar nas mãos deles. Isto trouxe o sofrimento e a morte de Cristo a mente, e confortava os moribundos. Mas para os outros, que arrogantemente se basearam em suas boas obras, entraram num céu que continha um fogo crepitante. Pois eles foram afastados de Cristo e falharam em impressionar a Paixão e morte vivificante de Jesus, em seus corações.(Sermão sobre João, Capítulo 6-8, 1532; LW, Vol. XXIII, 360) Quando eu escuto falar de Cristo, uma imagem de um homem pendurado numa cruz toma meu coração, assim como o reflexo de meu rosto aparece naturalmente na água quando eu olho nela. Se não é pecado, mas sim bom em ter uma imagem de Cristo em meu coração, porque deveria ser um pecado de tê-lo em meus olhos? (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 99-100) IMAGENS E ESTATUAS DE SANTOS Agora, nós não pedimos mais do que gentileza em considerar um crucifixo ou a imagem de um santo, como testemunha, para a lembrança, como um sinal, assim como foi lembrado à imagem de César. (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 96) E eu digo desde já que de acordo com a lei de Moises, nenhuma outra imagem é proibida, do que uma imagem de Deus no qual se adora. Um crucifixo, por outro lado, ou qualquer outra imagem santa não é proibida. (Ibid., 85-86) Onde, porém, imagens ou estatuas são produzidas sem idolatria, então a fabricação delas não é proibida. Meus confinadores devem também deixar-me ter, usar, e olhar para um crucifixo ou uma Madonna… Contanto que eu não os adore, mas apenas os tenha como memoriais. (Ibid., 86,88) Porém, imagens para memoriais e testemunho, como crucifixos e imagens de santos, são para ser tolerados… E não são apenas para ser tolerados, mas por causa do memorial e testemunho eles são louváveis e honrados… (Ibid., 91) SINAL DA CRUZ Oração da Manhã De manhã, quando você levantar, faça o sinal da santa cruz e diga: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém… À noite, quando fores dormir, faça o sinal da santa cruz e diga: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Pequeno Catecismo, 1529, Seção II: Como o Chefe da Família Deve Ensinar a Sua Família a Orar Pela Manha e Noite, 22-23) Assim se originou e continua entre nós o costume de dizer a graça e retornando graças às refeições, e outras orações de manhã e à noite. Da mesma fonte veio a prática com crianças de benzer-se a visão ou audição de ocorrências aterrorizantes… (Grande Catecismo, 1529, O Segundo Mandamento, seção 31, p.57) Se o diabo coloca na sua cabeça que em você falta a santidade, a piedade e o merecimento de Davi e por essa razão não podem ter certeza que Deus escutará você, faça o sinal da cruz e diga a si mesmo: “ Deixe ser piedosos e dignos aqueles que serão!! Eu sei com certeza que eu sou uma criatura do mesmo Deus que criou Davi. E Davi, independente de sua santidade, não tem um Deus nem melhor nem maior do que eu.” (Salmo 118, LW, Vol. XIV, 61) Se você tiver um poltergeist ou espírito tocando em sua casa, não vá e discuta sobre isso aqui e ali, mas saiba que não existe um espírito bom ao qual não procede de Deus. Faça o sinal da cruz quietamente e confie em sua fé. (Sermão do Festival da Epifania, LW, Vol. 52, 178-79) BIBLIOGRAFIA E FONTES PRIMÁRIAS Grande Catecismo, 1529, traduzido por John Nicholas Lenker, Mineapolis: Augsburg Publishing House, 1935. Os Trabalhos de Lutero (LW-Luther’s Work), Edição Americana, editado por Jaroslav Pelikan (volumes 1-30) e Helmut T. Lehmann (volumes 31-55), São Luis: Concordia Pub House (volumes 1-30); Filadelfia: Fortress Press (volumes 31-55), 1955. Armstrong, Dave. Martinho Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz. [Traduzido pela colaboradora Ana Paula Livingston]. Disponível em: http://socrates58.blogspot.com/2008/04/martin-luther-on-crucifixes-images-and.html.

O Doce Nome de Maria .

O nome de Maria vem do Céu. Veio de Deus e foi-lhe imposto por ordem divina. A Santíssima Trindade Vos conferiu este nome, ó Maria, que é superior a todo nome, depois do nome do Vosso Filho; Ela enriqueceu-o de tanto poder e majestade, que o proferí-lo quer que se dobrem os joelhos dos que estão no Céu, na terra e no inferno. Vários privilégios outorgou o Senhor ao nome de Maria. O Vosso nome, ó Mãe de Deus, está cheio de graças e bênçãos divinas, diz São Metódio. E segundo São Boaventura ninguém o pode proferir devotamente sem dele tirar algum fruto. Por mais endurecido e frouxo que esteja um coração, se chega a invocar-Vos, ó benigníssima Virgem, milagrosamente desaparece a sua dureza, tão grande é a garça do Vosso nome. Sois Vós quem infunde a esperança do perdão e da graça. Vosso nome, diz Santo Ambrósio, é um bálsamo oloroso a exalar o perfume da divina graça. Sim, a lembrança do Vosso nome consola os aflitos, reconduz os transviados para a senda da salvação e livra os pecadores do desespero. É a respiração um sinal de vida. Também invocar com frequência o nome de Maria é sinal da posse ou da breve aquisição da graça divina, pois esse poderoso nome tem a virtude de alcançar auxílio e vida a quem o pronuncia devotamente. É Ele como torre fortíssima que livra o pecador da morte eterna, até os maiores pecadores acham nessa celeste fortaleza, salvação e defesa. Essa fortíssima torre não só livra de castigos os pecadores, mas defende os justos também dos ardores do inferno. Depois do nome de Jesus, nenhum outro nome há no qual resida socorro e salvação para os homens como no Excelso Nome de Maria. Especialíssima é sua força para vencer as tentações contra pureza. Isto experimentam seus devotos todos os dias. E isto se deduz das palavras de São Lucas: E o nome da Virgem era Maria – Lucas 1, 27. Fá-lo para nos dar e entender que o nome da puríssima Virgem é inseparável da pureza. Vem aí a frase de São Pedro Crisólogo: “O nome de Maria é indício de castidade; quem duvida se pecou nas tentações impuras, tem um sinal certo de não ter caído, quando se lembra de haver invocado o nome de Maria.” O nome de Maria é doce sobretudo na hora da morte. Dulcíssimo é, pois, na vida, aos devotos de Maria, seu Santíssimo nome, porque lhes alcança graças extraordinárias. Muito mais doce, porém, ser-lhes-á na última hora, proporcionando-lhes uma suave e santa morte. Esta breve oração, Jesus e Maria… é fácil de conservar na memória, doce para meditar e forte para defender os que lhe são fiéis, contra os inimigos da salvação. Bem-aventurado aquele que ama teu doce nome, ó Mãe de Deus. É ele tão glorioso e admirável, que quem se lembra de o invocar em artigo de morte, não teme os assaltos do inimigo. Roguemos pois a Deus que nos conceda a graça de ser o nome de Maria a última palavra que nossa língua pronuncie. Ó doce e segura morte, a que é acompanhada e protegida com este Nome de salvação, o qual Deus só concede proferir àqueles que quer salvar. (Extraído do livro Coração de Mãe cheio de bondade, Servus Mariae, Edições Paulinas, 5ª Edição, 1976, págs. 16/17).

Divina Pastora !

Oh Divina Pastora, levai-me a Jesus, o Bom Pastor, para que nada me falte. Fazei-me repousar em verdes pastagens. Conduzi-me junto às águas refrescantes. Restaurai as forças de minha alma. Levai-me pelos caminhos retos, por amor ao nome de Jesus. Ainda que atravesse o vale escuro, que eu nada tema, pois estais comigo. Que o Vosso cajado seja meu amparo. Amém! UM POUCO DA HISTÓRIA Nossa Senhora Divina Pastora Nossa Senhora Divina Pastora (também invocada sob os nomes de Divina Pastora das Almas, Mãe Divina Pastora ou ainda Mãe do Bom Pastor) é um dos muitos títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Bem-aventurada Virgem Maria, sendo, sob essa invocação, particularmente cultuada em Portugal, Espanha e América Latina. As origens da devoção a Nossa Senhora Divina Pastora são imprecisas, mas as primeiras manifestações surgem no século XVIII. Existem referências à Virgem Maria vestida de pastora na vida de São João de Deus, de São Pedro de Alcântara, da Venerável Maria de Jesus de Ágreda e de Santa Maria das Cinco Chagas. Inicialmente chamada de "Virgen Zagala" (que significa: "a pastora que cuida do seu rebanho"), esta invocação simboliza uma mãe que cuida de seus filhos. No entanto, a invocação mariana de Nossa Senhora Divina Pastora começou a tornar-se mais conhecida a partir da cidade de Sevilha, em Espanha. De acordo com a tradição, a Virgem Maria terá aí aparecido no dia 8 de Setembro de 1703 - data na qual se comemora a festa da Natividade de Nossa Senhora. Ela ter-se-á revelado sentada numa rocha, vestida como uma pastora e num local onde pastavam algumas ovelhas. Desde logo, um conhecido frade capuchinho, Frei Isidoro, tornou-se num grande divulgador desta devoção (tendo mesmo solicitado a um pintor da Escola Pictórica de Sevilha, Alonso Miguel de Tovar, que fizesse a primeira representação da Virgem Maria sobre esta invocação). Posteriormente, o artista Francisco Ruiz Gijón esculpiu a primeira imagem em tamanho natural da Divina Pastora. Essa imagem foi levada na sua primeira procissão, em Outubro de 1705, com grande solenidade, até à Igreja Paroquial de Santa Marina e na qual foi desde logo constituída a "Irmandade Primitiva do Rebanho de Maria" (a primeira Irmandade dedicada a Nossa Senhora Divina Pastora). As autoridades eclesiásticas acabaram por aprovar o culto em 1709, tendo também autorizado a criação das várias Irmandades da Divina Pastora (e a uma das quais o próprio Rei de Espanha se associou. Divina Pastora de Málaga, esculpida por José Montes de Oca no século XVIII. A partir de 1705 começou a propagar-se por todo o território do Reino de Espanha e da América Latina esta invocação mariana. Nesse aspecto, teve um importante papel o Beato Diego José de Cádiz. Tendo em consideração a enorme propagação do culto a Nossa Senhora Divina Pastora no sul de Espanha, além da cidade de Sevilha, também Cantillana, Málaga, Santa Marina e Cádiz se tornaram importantes lugares de veneração à Santíssima Virgem Maria sob esta invocação. Na América Latina, o principal santuário da Divina Pastora é o da Ilha da Trindade, nas Antilhas. Este culto chegou também à Venezuela, através dos Frades Menores Capuchinhos, por volta do ano 1778. Na Venezuela, o culto a Nossa Senhora Divina Pastora atingiu tal proporção que até se utiliza a expressão "Ó Divina Pastora, a Venezuela é Tua!", tendo-se tornado na padroeira do Estado de Lara. Já no Brasil até existe, no estado de Sergipe, uma cidade chamada Divina Pastora, elevada a vila em 1836, e cuja Igreja Matriz é dedicada a Nossa Senhora sobre esta invocação. Por curiosidade, o famoso pintor Cândido Portinari executou um belo fresco da Divina Pastora para a casa de campo do Barão de Saavedra em Correias, município de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.